Concentrações em Lisboa, junto da sede do Governo, e no Porto, junto da delegação da Lusa, tiveram lugar no dia 12, em defesa da independência editorial, da qualidade do serviço público de informação e dos direitos de quem trabalha na agência noticiosa, a começar pelo direito colectivo de participar na reestruturação, que foi posta em marcha sem ouvir os representantes dos trabalhadores.
14.3.2026
Os trabalhadores e as suas estruturas representativas quiseram, desta forma, denunciar os riscos de governamentalização, ingerência política e condicionamento da actividade jornalística, que decorrem do novo modelo de governação e dos estatutos impostos pelo Governo. Pelo contrário, exigem uma Lusa isenta, livre e ao serviço do interesse público.
Como o SITE CSRA explicou, numa nota de imprensa que antecedeu a luta, os novos estatutos introduzem fortes riscos de influência política e de governamentalização, contrariando a proteção da independência jornalística consagrada na Constituição e princípios do Regulamento Europeu da Liberdade dos Meios de Comunicação Social.
Passam a ser admitidos planos de rescisões sem qualquer estratégia de reforço de quadros.Foi colocada a possibilidade de mudança da sede da Lusa para o edifício da RTP, com graves consequências para a independência funcional da agência. As negociações do caderno reivindicativo, incluindo a atualização de salários, continuam adiadas pela administração e o Governo.
Para permitir a participação nas ações, o Sindicato dos Jornalistas (SJ), o SITE CSRA e o SITESE convocaram greve, entre as 10 e as 14 horas. Quem não pôde estar nas concentrações teve, assim, possibilidade de mostrar também o seu protesto.
Foram recebidas diversas expressões de solidariedade, destacando-se a CGTP-IN, cujo secretário-geral, Tiago Oliveira, esteve na concentração em Lisboa. No Porto, a delegação da CGTP-IN incluiu o coordenador da USP, Filipe Pereira.
Ver também
— Nota de imprensa do SITE CSRA




Documento da CGTP-IN